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terça-feira, 22 de maio de 2012

AN OPEN LETTER TO SOCIETY
After seven years, we are back on strike!


Degrees at the federal universities are pursued for the students who want free, public, and high-quality education, research and extension programs. In order to provide this, it is necessary that universities offer top-quality infrastructure, which includes classrooms with the optimal number of students, well-selected and prepared professors, up-to-date libraries and labs, decent dining services, dormitory for out-of-town students, access to the Internet, research and extension groups and enough offer of undergraduate and graduate courses. 

The Brazilian Government has bragged about the increase in the number of graduate students in federal schools. What the Government does not tell you, however, is that many students do not have classes due to the insufficient number of professors. When they eventually do, they have to cram into crowded classrooms, not getting the required attention by overloaded professors. This situation has taken many of these professors to retirement. The Government does not tell you that many students have no classes up to mid-term period or even during the whole term, a situation that forces them to reschedule their lives. Instead of opening for tenured professors, the Government hires temporary staff and overloads them with classes in different institutes. Libraries are lacking books, labs are lacking maintenance, there are no decent places for the professors to work: that is the sheer truth. 


Last year, the Government settled an agreement with the national syndicate, ANDES. It was promised then that the many payment add-ons that are not part of the salary would be summed up and made part of it. Also, it was settled a raise index of 4%, the assignment of a commission to study the career, and some improvements in the working conditions. But the Government did not honor the promise. Part of what had been settled was put into a Presidential Law with no real benefit for the professors.

Professors, students and the Brazilian society have been continuously deceived. Not by the strike, into which we, professors, have been forced to go. But by the lack of dialogue from the Government. Our resistance has been keeping the public university functional. Otherwise, it would have already been slaved by the agenda of the powerful financial groups. We want:
• a consolidated career plan, with all the payment add-on put together into the salary;
• a minimal wage level referred by the DIEESE reference salary;
• fair working conditions.

How much do the social and the technological improvements that a good university produces for a country cost? They are invaluable. Improving education necessarily involves investment on it. Only compromised professors can guarantee the best professionals for a country and its development. The Government humiliates the professors at federal universities with salaries it pays now and with the poor working conditions it provides. It underqualifies our work for the Brazilian society.

As the last resource, the strike is a legitimate instrument to pressure the Government in a necessary and fair struggle. We want to keep up the hard work of graduating excellent professionals, of producing knowledge and technology, and of responding to the social demands. Brazilian universities should be treated taking into account the importance they do have. 



Our rights belong in the paper. Our gains belong in our hands.

Local Committee for the Strike at Federal University of Amazonas, Brazil  (translation by @sergiofreire)

sexta-feira, 18 de maio de 2012


CARTA ABERTA À SOCIEDADE AMAZONENSE

Depois de sete anos, voltamos à greve!


As universidades federais são conhecidas e disputadas por estudantes que querem uma formação pública, gratuita e de alta qualidade no ensino, na pesquisa e em atividades de serviço à sociedade (o que chamamos de extensão). 


Para garantir a qualidade da educação superior pública, é necessário que o espaço universitário ofereça uma boa infra-estrutura: salas de aula com quantidade adequada de alunos, professores bem selecionados, laboratórios e bibliotecas atualizados, refeitórios decentes, moradia para estudantes de outras cidades, acesso à internet, núcleos de pesquisa e atividades de extensão, aumento de vagas nos cursos de graduação, e mais cursos de mestrado e doutorado. 


O Governo Federal alardeia o aumento do número de alunos, mas não diz que estes ficam sem aulas por falta de professores ou em salas lotadas, sem atendimento adequado, sobrecarregando os poucos professores, provocando doenças e aposentadorias precoces. O Governo não diz que há turmas que passam metade do semestre sem professor - quando não perdem o semestre inteiro, sendo obrigadas a fazer cursos de férias. Não diz que contrata professores temporários também sobrecarregados de atividades, que se desdobram dando aula em várias outras localidades. Não diz que as bibliotecas estão defasadas, que os laboratórios estão se deteriorando, que muitos professores não têm lugar adequado de trabalho. 


Como se isso não bastasse, ano passado, esse mesmo Governo firmou um acordo emergencial com o ANDES, o sindicato dos professores das universidades. Tínhamos a garantia da incorporação de gratificações ao nosso vencimento básico, de um aumento de 4% e da criação de um Grupo de Trabalho para discutir a reestruturação da nossa carreira e de medidas para a melhoria das condições de trabalho. Mas o Governo vem trapaceando. Sua última manobra foi transformar uma parte do acordo em medida provisória sem nenhum ganho real para os professores. 


Nessas condições, nós, professores, os estudantes e a sociedade brasileira inteira estamos sendo CONTINUAMENTE prejudicados e enganados. A causa real desses prejuízos não é a greve que nós, professores das universidades públicas do Brasil inteiro, estamos fazendo por tempo indeterminado, até o governo negociar a sério conosco.  Estamos reivindicando: 

  • carreira única com incorporação das gratificações ao vencimento básico;
  • valorização do piso salarial dos professores a partir do salário do DIEESE;
  • condições dignas de trabalho;
Quanto custa o avanço tecnológico e social que uma boa universidade pode produzir para um país? Esse valor é inestimável. A melhoria da educação, da atuação de qualquer bom profissional e da vida da sociedade brasileira passa por esse investimento. Somente professores dedicados a uma carreira de longa duração, com pesquisas e serviços à sociedade, podem assegurar a formação dos melhores profissionais para o desenvolvimento do Brasil.

O Governo humilha os professores das universidades federais com as condições e com as remunerações oferecidas, e desqualifica a importância do nosso trabalho para a sociedade brasileira. 


A Greve, nosso último recurso, é um instrumento legítimo de reinvindicação e pressão em prol de uma luta justa e necessária. Queremos continuar formando bons profissionais, produzindo conhecimento e tecnologia, e atendendo às demandas sociais, em condições dignas de trabalho. Que a universidade brasileira seja tão grande quanto ela deve ser.

Nossos direitos cabem no papel. Em nossas mãos cabe a conquista.


COMANDO LOCAL DE GREVE DA UFAm

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

mais uma estupidez evangélica: a mentira do Pr. Piragine da PIB de Curitiba

O problema da igreja evangélica, no Brasil e em alguns países, é que ela retrocedeu em 1000 anos, para uma era pré-Lutero. Medievalizou-se. Reajo aqui a um e-mail com um link para esse vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=ILwU5GhY9MI

Em época de eleição, os marqueteiros políticos de direita descobriram como manipular o voto dos evangélicos: foi assim com Collor, com FHC e não vai ser diferente agora... é sempre um panfleto misterioso que aparece sem autoria explícita. Dessa vez, ele tem voz e corpo.

O sentido de iniquidade que o pastor não quer enxergar: quando um pastor acha que o direito dele e de um determinado grupo social deve ser exclusivo pra alguns e não pra todos.

Nós precisamos de valores cristãos no estado laico? não, pastor, mais do que uma proposta imperialista, nós precisamos de cristãos verdadeiros, dispostos a servir em amor extremo à humanidade, como o fez Jesus Cristo. Imperialismo é coisa dos romanos. O Estado DEVE ser laico.

Essa mentira de que "amamos o pecador, mas odiamos o pecado" só encobre a hipocrisia farisaica da igreja evangélica. Há muitas maneiras de apedrejar os "pecadores". Inventamos a mais cruel delas: apedrejar a subjetividade, destruir o coração das pessoas, marginalizá-las, excluí-las.

Onde o senhor leu na Bíblia que nosso papel no mundo é impor os valores cristãos?
JESUS NUNCA MANDOU IMPOR UMA MORAL, PSEUDO-CRISTÃ, SOBRE TODA A SOCIEDADE
Isso sim é iniquidade farisaica, a pior delas, como o senhor deveria saber! A César o que é de César!  Jesus falou pra ser sal e ser luz no mundo, mas Piragine e sua turma DISTORCE o que é ser sal e ser luz...

Pastor, não minta! fale a verdade! Na Bíblia, cristãos são orientados a terem um padrão moral acima das expectativas, sem nunca impô-lo aos outros. No olho, trave ou cisco? Leve a sério amar ao próximo como a si mesmo.. fora disso, é iniquidade sua aterrorizar os outros..

O problema é votar no PT? O problema são pessoas que trabalham em favor da iniquidade? Por que o senhor não fala do DEM, do PSDB e de toda a corja que governou esse país nos últimos 500 anos e produziu a fome, a falta de saneamento, as favelas, a concentração de renda, a violência, a corrupção, a mentira, a ditadura militar, o assassinato de líderes estudantis, sindicais, de pais, mães e filhos?

Por que o senhor não fala da iniquidade em vender o país pro deus "Mercado", como fez o PSDB e o DEM, e o PT continou, nos deixando à mercê de empresas desonestas, que acabam com nosso cinema, nossa música, nossa cultura, nossa educação, nossa saúde, nossos sistemas de abastecimento, nossos recursos, nosso salário, nossas horas de lazer e descanso? 

Compare o Brasil com países em que o aborto e o casamento gay têm legislação específica, e veja onde a "iniquidade" é maior!

Que cegueira é essa que lhe permite ver a iniquidade apenas quando se trata dos valores morais sexuais de cristãos fundamentalistas, cheios de taras?

Se Deus não tolerasse a iniquidade, o senhor estaria morto por causa das mentiras que o senhor pregou e se propagam entre os evangélicos.

Se Deus não tolerasse a iniquidade, a igreja evangélica brasileira com suas castas, sua conivência por estes anos todos com a corrupção, com o suborno, com a desigualdade social; seus feudos, suas brigas, e divisões, já teria sido destruída.

Deus é misericordioso.. fale a verdade! "Toda a Lei se resume num só mandamento: ame a seu próximo com a si mesmo. Mas se vocês se mordem e se devoram uns aos outros.." aos Gálatas 5.

Se Deus não suportasse a iniquidade, a mentira de que o mundo só vai conhecer que somos discípulos de Cristo pela imposição de uma moral, teria sido destruída na hora em que ela é proferida: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13:35).

AMAR, pastor, esse é o diferencial dos seguidores de Cristo. Não a imposição de uma moral! E qual o sentido de amar? Veja o que Cristo fez: despojou-se, encarnou-se, serviu e deu a vida por TODOS. Duvide-o-dó o senhor fazer isso! Desça do seu pedestal e vá lavar os pés de travestis, crianças de rua, mendigos, prostitutas, em vez de ficar usando sua autoridade pra mentir pro povo evangélico. Duvido que qualquer um desses "leprosos" sequer entram em sua igreja!

"Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade. E nisto conhecemos que somos da verdade, e diante dEle asseguraremos nosso coração.” (I João 3:18-19)

Já escrevi que admiro Tony Campolo, um homem equilibrado entre os evangélicos norte-americanos, que fala sobre essas mentiras:

http://www.youtube.com/watch?v=ciS8v5vvBhc "vou defender pra você, os mesmos privilégios e direitos que eu desfruto como um heterossexual" = "I will for you the same privileges and rights that I enjoy as heterosexual".

Piragine, Malafaia e seu séquito quer ter privilégios na sociedade, mas não quer que gays e mulheres gozem dos mesmos privilégios. Isso é amor?
Se nas igrejas fosse ensinado o amor pelos seres humanos, a lição do lava-pés, da encarnação sacrificial que Cristo fez e nos orienta fazer nEle, mais do que a imposição de uma moral, não se precisariam de leis pra manter os privilégios de alguns.  
Todos os seres de uma sociedade teriam os mesmos direitos. Se os cristãos se preocupassem diariamente em amar como Jesus amou, quais seriam os índices de violência, corrupção, suborno, abuso sexual, divórcio e aborto dentro das famílias que se dizem cristãs?

vocês mudam a verdade de Deus em MENTIRA, EM SOFISMA.. SE ARREPENDA E DIVULGUE ISSO EM VIDEO também, pastor!

Peço a Deus que Ele tenha misericórdia quando julgar a igreja evangélica brasileira.

Meu caro leitor, se você for contra a mentira propalada pelo pr. Piragine, reaja. Vá ao site da igreja dele e se manifeste: http://www.pibcuritiba.org.br/site08/index.php?option=com_contact&view=contact&id=1&Itemid=226

O movimento Evangélicos Pela Justiça (http://www.epj.org.br) também está elaborando um manifesto contra essas mentiras. O deputado batista Gilmar Machado também respondeu às mentiras que o Pr. Piragine divulga: http://www.gilmarmachado.com.br/